Jardim Sintrópico - AgroFloresta

A produção de orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos e fertilizantes sintéticos. Os produtos são isentos de quaisquer resíduos químicos prejudiciais à saúde humana e animal, mais seguros para o consumidor e sua produção não contaminam o ambiente.

Os alimentos orgânicos, desde a sua produção a sua comercialização, atendem a uma regulamentação específica. Para assegurar a sua procedência e credibilidade do setor, os alimentos orgânicos são identificados com o selo SisOrg, que pode ser obtido por meio de uma Certificação por Auditoria, Sistema Participativo de Garantia (SPG) ou Organização de Controle Social (OCS) que deve estar cadastrada no Ministério da Agricultura, que emite uma declaração de que o membro dessa organização é considerado orgânico, permitindo assim fazer a venda direta ao consumidor.

O Jardim Sintrópico é uma agricultura baseada na conservação e acúmulo de energia. Por meio da energia solar ocorre o processo de fotossíntese, como consequência temos a produção de biomassa e a partir dos ciclos naturais um aumento da matéria orgânica nos solos. O conceito preconiza a adoção de sistema agroflorestal, a partir do plantio de algumas espécies de árvores de rápido crescimento aliadas a cultivos de ciclo anual e horticultura, por exemplo. Entre as vantagens está a recuperação mais rápida de solos degradados, maior retenção de água no solo e mananciais, geração de oxigênio e captura do carbono. Outra vantagem é a menor utilização de combustível fóssil na geração de alimentos. O sistema tem seu melhor desempenho em regiões tropicais e subtropicais onde há maior incidência de sol e temperatura mais alta, o que favorece a biocenose e a transformação do carbono contido nos vegetais, por meio de fungos e bactérias, nos nutrientes e na matéria orgânica que vai recuperar o solo degradado. A agricultura sintrópica é um estilo de agricultura de base ecológica idealizada por Ernst Gotsch, agricultor e pesquisador suíço que migrou para o Brasil na década de 1980.

O mercado de produtos orgânicos tende a crescer com a busca de alimentos saudáveis e a preocupação crescente com o meio ambiente. Mas montar um novo negócio exige planejamento e cuidados-desde o momento em que se tem uma ideia de negócio até concluir se será um bom investimento, deve-se seguir um processo de análise que avalie alternativas e perspectivas.

Na identificação do negócio, considere seu pefil: sua formação, suas habilidades, suas competências, gosto pessoais e motivações que serão condicionantes importantes na implementação e sucesso de seu empreendimento.

Como primeiro passo, o empreendedor deve verificar se existe uma real oportunidade de negócio, se existe mercado e consumidores dispostos a adquirir os produtos que serão oferecidos e se não existem impedimentos á concretização da ideia.

Sistemas agroflorestais fornecem proteção eficaz contra a erosão do solo, preservam recursos ambientais e limitam o impacto ambiental e a perda econômica

O conceito de Sistema Agroflorestal (SAF), surgiu com base nos princípios da permacultura e com a intenção de se produzir alimentos e combustíveis ao mesmo tempo em que protege a biodiversidade, combate a degradação ambiental e reduz os efeitos das mudanças climáticas, permitindo o uso multifuncional da terra. O método permite três abordagens básicas, que mesclam árvores e plantas nativas, cultura e criação de animais.

Na Fazenda dos Cordeiros produzimos alimentos baseados em técnicas tradicionais, aliando conhecimentos científicos de Ecofisiologia vegetal e suas interações com a fauna, o clima e as comunidades que vivem em áreas próximas. Graças à complementaridade das espécies, os sistemas agroflorestais têm potencial de produtividade muito superior aos sistemas tradicionais (sem árvores), pois a competição por recursos (luz, água e nutrientes do solo, por exemplo) varia com relação a cada espécie.

A incorporação de árvores em sistemas de cultivo promove a criação de microclimas em faixas de proteção, o que é bastante favorável ao crescimento das plantas, já que a temperatura adicional do ar e do solo pode prolongar a estação de desenvolvimento, resultando em ganhos de crescimento e produtividade. Durante os períodos mais quentes, a presença de árvores e o efeito das sombras podem reduzir a perda de água do solo, limitando as taxas de evapotranspiração das plantas diminuindo a necessidade de irrigação.

Em nossa horta sintrópica, utilizamos os pilares da sustentabilidade considerando aspectos sociais, econômicos e ambientais, e todo o esforço se dá no sentido de utilizar os conhecimentos humanos e as técnicas de manejo à serviço da terra adequando a produção ao espaço. Segundo Ernest Goesch, a maior diferença entre as agro florestas com relação às culturas tradicionais está em observar e “escutar” o que o local tem para oferecer.

“...Contrariando a lógica agricultural de plantarmos o que queremos comer, “corrigindo” o solo para que se adapte à nossa demanda. A agrofloresta inclui o humano como um catalisador dos processos florestais, que produz mais alimentos e acelera os processos de regeneração do solo. O agro floresteiro é um escultor, que decide onde ele gostaria que os raios de sol incidissem e, assim, organiza a produção de alimentos, que não servem apenas para os humanos, mas para todos os habitantes da floresta...”

Na Fazenda dos Cordeiros, podemos citar como exemplo o manejo agroflorestal da Palmeira Jussara, árvore nativa da Mata Atlântica. Sua existência é fundamental para o equilíbrio ecológico do bioma, e sua importância econômica fez com que entrasse na lista de espécies ameaçadas de extinção por conta da extração do palmito (prática considerada crime ambiental desde 1998 pela Lei 9.605).

Com a proibição, novos estudos e técnicas de manejo com base nos princípios agroflorestais estão sendo propostos para Fazenda e as comunidades do entorno. Nesse processo, descobriu-se a importância nutritiva do açaí, que possui maior valor nutricional e mais vitaminas e minerais, que sua prima irmã, açaí, típica do Norte do Brasil e do seu valor econômico.

O cultivo da Palmeira Jussara, além de gerar emprego e renda, evita a degradação ambiental, reduzindo os impactos socioambientais. Como atesta o produtor e pesquisador Germano Tedesco, que trocou a produção de maçãs na Serra Gaúcha pelo Juçara, cuja importância foi tema de sua dissertação de mestrado.

“...durante a pesquisa, o encontro com comunidades rurais me fez ter conhecimento da carência de atividades econômicas que estivessem alinhadas como estilo de vida dessas pessoas e que, ao mesmo tempo, pudesse desenvolver o potencial de jovens da região, que poderiam trabalhar com a extração dentro das terras protegidas. A partir disso, passei a analisar formas de introduzir o cultivo da planta nesses locais...”

Assim como a palmeira juçara, a Fazenda dos Cordeiros desenvolve SAF com cítricos e algumas frutas típicas de Mata Atlântica, ainda desconhecidas do grande público, tais como Gurumixamas, Cambuizais, Araticuns e Aroeiras dentre outras.

As agros florestas oferecem uma abordagem mais integrada e sustentável de gestão agrícola e proteção da natureza. Ao mesmo tempo em que potencializam os ganhos com a produção, movimentando a economia das comunidades rurais, proporcionando proteção às espécies nativas da fauna e da flora e minimizando os usos de recursos e os impactos ambientais.

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